Na Avenida Adhemar de Barros, uma das mais movimentadas e estratégicas do Guarujá, que liga o Centro da cidade à balsa e a bairros como Santo Antônio e Santa Rosa, está localizado o casarão conhecido como Santa Emília. Situado ao lado da Fundação Casa, o imóvel é alvo de preocupação de moradores devido ao uso do espaço para descarte irregular de lixo e consumo de drogas.
O casarão, de arquitetura antiga e grande porte, já foi ocupado no passado por atividades privadas, mas está desativado há anos. Sem manutenção ou vigilância, o espaço passou a atrair acúmulo de resíduos e presença constante de pessoas em situação de vulnerabilidade social.
O problema local reflete uma realidade nacional. Levantamentos recentes apontam que a população em situação de rua no Brasil cresceu 25% em apenas um ano. O Sudeste concentra a maior parte dessas pessoas, sendo São Paulo o estado com o maior número de registros. Entre as causas, especialistas citam desemprego, uso abusivo de álcool e drogas, conflitos familiares, carência de políticas públicas para moradia e trabalho, além do agravamento da vulnerabilidade social após a pandemia.
Segundo especialistas, situações como a do Santa Emília exigem um trabalho integrado entre assistência social, saúde, segurança pública e zeladoria urbana, com foco tanto na recuperação da área quanto na oferta de alternativas reais para a população vulnerável que ocupa esses espaços.
Segundo relatos de comerciantes locais, a movimentação na área é constante. Lixo acumulado, móveis velhos e até fogo sendo aceso dentro do imóvel são observados com frequência, o que preocupa quem mora e trabalha na região, além de representar risco para quem transita diariamente pela avenida.
A Avenida Adhemar de Barros é um dos principais corredores viários do Guarujá, com fluxo intenso de veículos, pedestres e ciclistas, além de ser rota de ligação com a travessia de balsas e áreas comerciais importantes. Por isso, a manutenção da segurança e da limpeza ao longo da via é considerada estratégica para o município.
A Prefeitura de Guarujá e as secretarias competentes foram informadas sobre a situação e, segundo comerciantes, há expectativa para que sejam adotadas medidas de revitalização, limpeza e monitoramento do imóvel. A comunidade espera uma solução definitiva que una preservação do espaço, segurança para a região e suporte adequado à população em vulnerabilidade.

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