Segundo relatos da mãe, Alenne Nayjara da Silva, o menino apresentava vômitos, dor abdominal intensa e recusa alimentar há 48 horas. No entanto, ao chegar ao UPA na noite de quinta-feira (09), foi atendido por um médico de plantão que, segundo a família, apenas auscultou o abdômen e receitou medicamentos antiespasmódicos, sem solicitar radiografia ou exames de sangue.
Maria conta que os sintomas pioraram durante a madrugada. “Ele começou a tremer, demonstrar fraqueza, as extremidades ficaram arroxeadas. Pedimos socorro, mas não conseguimos salvá-lo”, lamenta. Na manhã seguinte, já em estado grave, o menino foi levado de novo à UPA, mas não resistiu aos cuidados médicos.
O atestado de óbito indicou como causa insuficiência respiratória aguda e obstrução intestinal. A família sustenta que se um exame de imagem simples tivesse sido realizado anteriormente, o quadro poderia ter sido diagnosticado e tratado.
Denúncia e investigação
A Polícia Civil abriu inquérito para apurar se houve omissão ou negligência no atendimento. O Ministério Público local também informou que acompanhará o caso. A Prefeitura de Guarujá emitiu nota afirmando que já foi instaurada sindicância interna e que o médico responsável foi afastado cautelarmente até esclarecimento dos fatos.
“A administração municipal está solidária à dor da família e fará o possível para garantir que responsabilidade seja apurada”, diz trecho da nota oficial.
Repercussão e mobilização
A família lançou nas redes sociais uma página com o nome da criança, buscando apoio e visibilidade para a causa. Organizações ligadas à saúde cobram transparência no processo e reforçam que protocolos básicos de atendimento — como prescrição de exames de imagem em casos sugestivos de obstrução abdominal — não podem ser ignorados.
Enquanto isso, amigos, parentes e moradores pedem “justiça para o pequeno Yohan Gustavo e prometem acompanhar o desenrolar das investigações.

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